quinta-feira, 5 de novembro de 2009

14 anos sem Itzhak Rabin

No dia 4 de novembro 1995, durante um comício pró-paz realizado em Tel Aviv, foi assassinado Itzhak Rabin, então primeiro-ministro de Israel. Ele morreu aos 73 anos.


Rabin possuia um vasto currículo de serviços prestados à Israel. Já foi Chefe do Estado Maior, Embaixador nos EUA, Ministro do Trabalho do governo de Golda Meir e Ministro da Defesa.

Ele já foi primeiro-ministro por duas vezes. A primeira foi nos anos de 1974 à 1977, e o segundo foi entre 1992 e 1995. O segundo mandato marcou a imagem de Rabin como defensor da paz.

Em 1993 ele assina os Acordos de Oslo, em conjunto com o então líder da OLP, Yasser Arafat. O plano foi mediado pelos governos noruegueses e norte-americano. Os Acordos previam o fim das hostilidades entre israelenses e palestinos, a negociação sobre o futuro dos territórios ocupados e o status de Jerusalém. Já em 1994 ele assina o acordo de paz com Jordânia. Também neste ano ele recebe o Prêmio Nobel da Paz.


O Conflito no Oriente presta sua homenagem a este grande líder, que esteve tão perto, em parceria com outros líderes regionais, de pacificar a região.


Para mais informações sobre Rabin, clique aqui. A página está em inglês.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Veteranos das guerras do Iraque e Afeganistão pela Al-Qaeda estão se infiltrando em Gaza

Os grupos de inteligência israelenses afirmam que diversos militantes da rede terrorista Al-Qaeda vêm se infiltrando na Faixa de Gaza. A notícia é do jornal World Tribune.

Segundo fontes israelenses, por volta de 100 terroristas do grupo de Osama Bin Laden entraram em Gaza através dos túneis que ligam o território ao Egito. O alto fluxo de militantes foi detectado ao longo deste ano.

“São pessoas que lutaram no Iraque e no Afeganistão. Elas representam a primeira ajuda da Al-Qaeda à Gaza”, explica a fonte militar consultada, que não é identificada na matéria.

Além de combaterem Israel, estes militantes têm como objetivo desestabilizar o governo do Hamas. A Al-Qaeda é majoritariamente sunita e se opõem ao Irã, cuja população é, em grande parte, xiita, e apóia o Hamas.

Em agosto deste ano o Hamas invadiu uma mesquita em Rafah pertencente ao grupo Jund Ansar Alá, ligado à Al-Qaeda. Vinte pessoas morreram, incluindo o líder do grupo opositor.

Para ler a notícia na integra, clique aqui.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Colono judeu admite assassinatos e atentados a bomba

Yaakov “Jack” Teitel, 37, foi preso mês passado (dia 7 de outubro) acusado por uma série de crimes. O assassinato de dois palestinos; por enviar um pacote bomba à uma família de judeus messiânicos, deixando uma criança seriamente ferida; pela tentativa de assassinato de Zeev Sternhell, professor esquerdista e um dos líderes do movimento Paz Agora; e pela sua possível participação em ataques contra a polícia israelense durante as Paradas Gays recentes.

A história só foi revelada agora pelo Haaretz, pois havia uma ordem judicial que impedia a publicação das investigações.

Morador do posto avançado de Shvut Rachel, na Cisjordânia, Teitel admitiu a maioria das acusações. Ele também afirmou ser o responsável pelo ataque contra uma boate gay em Tel Aviv, no dia 1º de agosto, que deixou duas pessoas mortas. Mas o Shin Beit (serviço secreto) e a polícia, responsáveis pelas investigações, afirmam que não há provas suficientes de sua relação com este crime.

Durante os interrogatórios Yaakov afirmou que agiu de acordo com sua própria vontade e que ninguém colaborou ou incentivou seus atos. Os investigadores encontraram em sua casa armas e material para fabricação de explosivos.

Teitel foi preso no bairro ultra-ortodoxo de Har Nof, em Jerusalém, enquanto colava cartazes que louvavam o ataque ocorrido na boate gay de Tel Aviv. Em Shvut Rachel a polícia encontrou cartazes que ofereciam um milhão de shekels para quem assassinasse um membro do Paz Agora.

De origem americana, Yaakov imigrou para Israel em 2000 para, segundo ele, se vingar dos ataques terroristas perpetuados pelos palestinos.

Para ler o perfil completo de Yaakov Teitel, clique aqui. A matéria está em inglês.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Diretor do Paz Agora é barrado no Knesset por causa de um vídeo estilo Borat

Notícia do jornal israelense Haaretz

O Knesset – parlamento de Israel – decidiu barrar a entrada do diretor do movimento Paz Agora, Yariv Oppenheimer, depois que alguns ativistas do grupo tentaram realizar entrevistas com parlamentares, de partidos de direita, ao estilo do filme “Borat”.

Borat é um personagem criado pelo comediante inglês Sacha Baron Cohen. Trata-se de um repórter do Cazaquistão que, com atitudes “ingênuas” (em muitos casos, preconceituosas), consegue arrancar de seus entrevistados declarações polêmicas.

No domingo, três integrantes do Paz Agora, que se passavam por alunos, foram presos quando pediam para entrevistar o parlamentar direitista Michael Bem-Ari. Eles foram soltos logo em seguida, mas foram indiciados por “tentativa de enganar um parlamentar”.

O Paz Agora condenou a atitude do Knesset e promete entrar na Justiça a fim de reverter a decisão.

domingo, 18 de outubro de 2009

Ensino do Holocausto em Gaza

A agência da ONU para refugiados palestinos (Unrwa) incluirá o Holocausto no currículo de direitos humanos das escolas do Ensino Médio de Gaza. A notícia é do site Jweekly.com.

Segundo John Ging, diretor de operações da Unrwa, “nenhum currículo que fala sobre direitos humanos é completo sem falar sobre o Holocausto”.

O Hamas, que controla a Faixa de Gaza, condenou o ensino do Holocausto pela agência.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Mia Farrow em Gaza

Segundo a agência de notícias AFP a atriz norte-americana Mia Farrow visitou, nesta quarta-feira, o principal hospital da Faixa de Gaza, em missão organizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), do qual ela é embaixadora.

Depois de visitar o hospital Al Chifra, a atriz se encontrou com alunos e professores da escola palestina Beit Lahya. Está programado também que ela se reúna com representantes de organizações de defesa dos direitos humanos.

Mia Farrow, 64 anos, é embaixadora da Unicef há muitos anos e já esteve em missões no Sudão e no Chade.

Ela possui um blog onde registra suas impressões das viagens, além de opinar sobre a política externa americana. O site também arquiva fotos e documentos. Clique aqui para acessá-lo. Ele está em inglês.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Grupo israelense lança propaganda em favor da paz

Este vídeo foi produzido pela organização Mifkad Haleomi – em tradução livre, reunião nacional, em hebraico. Ele mostra um soldado de Israel e um jovem palestino. Em principio parece que haverá um confronto. No entanto acontece o contrário.

O Mifkad Haleomi é um grupo que luta pelo fim do conflito entre Israel e Palestina. Ele possui uma carta de principios assinada por Ami Ayalon – político israelense, antigo membro do Avodá e ex-chefe do Shin Beit, serviço secreto – e por Suri Nusseibeh – palestino, professor de Filosofia, presidente da Universidade de Al-Quds, em Jerusalém. A carta possui os seguintes pontos:

  • Dois Estados para dois povos: a Palestina será o Estado dos Palestinos, enquanto Israel é o Estado do povo judeu;
  • As fronteiras de ambos os Estados serão baseadas naquelas de 1967, assim como propõem a iniciativa de paz organizada pelos países árabes. Cisjordânia e Faixa de Gaza serão interligadas através de rodovias. Nenhum colono israelense ficará no Estado palestino;
  • Jerusalém será a capital de ambos Estados. A liberdade de culto e pleno acesso aos lugares sagrados será garantida. Os bairros árabes estarão sob soberania palestina, enquanto os judaicos estarão sob influencia israelense. Nenhum dos Estados exercerá a soberania nos lugares santos. Os mulçumanos cuidarão da Mesquita de Al-Aqsa, assim como os outros locais sagrados. Já os judeus cuidarão do Muro das Lamentações e dos outros locais sagrados. Os cristãos serão responsáveis por cuidarem de seus locais sagrados. Não poderá haver nenhuma escavação arqueológica sem o consentimento de todas as partes;
  • Direito de retorno: reconhecendo o sofrimento dos refugiados palestinos, Israel, Palestina e a comunidade internacional criarão um fundo para indenizar os refugiados. Palestinos não terão direito de retornar para Israel, apenas à Palestina. Judeus só poderão retornar para Israel. A comunidade internacional ajudará os refugiados que desejarem permanecer nos países em que estão, ou as pessoas que desejam imigrar para outro local;
  • Desmilitarização: o Estado palestino será desmilitarizado. A comunidade internacional será responsável pela sua segurança;
  • Fim do conflito: a aplicação destes princípios implicará no fim das lutas e das reivindicações.
A iniciativa possui alguns pontos questionáveis, como a questão de Jerusalém. Será realmente possível este modelo proposto para os locais sagrados? Que órgão cuidará destes espaços? Além disso, a desmilitarização da Palestina é algo já refutado há muito tempo pelos próprios palestinos.

Mas, apesar destes detalhes, trata-se de uma iniciativa e ela deve ser valorizada. É necessário colocar um fim neste conflito. Todos sabem o que precisa ser feito. Está na hora de sair do marasmo e começar a agir, assim como fez o Mifkad Haleomi.