O Brigadeiro General da Força Aérea israelense (IAF), Iftach Spector, recebeu na última terça-feira (dia 2 de fevereiro) a insígnia “asas de ouro”, que comemora o 50º aniversário de formatura no curso de piloto de caça. Seria uma notícia casual não fosse um pequeno detalhe: em 2003, no ponto alto da segunda Intifada (levante palestino), Spector e outros 26 pilotos assinaram uma carta em que se recusavam a participar de operações realizadas nos territórios ocupados (à época, Gaza e Cisjordânia). A informação está no site do jornal israelense Haaretz.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Piloto que se recusou a bombardear os territórios ocupados é condecorado pela Força Aérea israelense
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Brit Tzedek v’Shalom se une ao J Street
Em primeiro de janeiro de 2010, a Brit Tzedek v’Shalom, grupo de judeus pacifistas dos EUA que militam pelo bem-estar de Israel e pelo fim do conflito com os árabes, se juntou com o J Street, outro movimento pacifista judaico norte-americano que acredita na resolução diplomática do conflito entre israelenses e palestinos e na questão de dois estados para dois povos como a única forma de Israel viver em paz.
Segundo comunicado publicado no site do J Street, o objetivo da união é fortalecer o movimento pró-Israel e pró-paz nos EUA e pressionar a liderança norte-americana a buscar a solução do conflito através da idéia de dois estados. O site também afirma que todo o pessoal do Brit Tzedek foi integrado a equipe do J Street.
Para saber mais sobre o J Street e a Brit Tzedek, ai vão alguns links:
http://www.jstreet.org/page/j-street-and-brit-tzedek-vshalom-have-integrated
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Netanyahu pode autorizar troca de presos palestinos por Shalit, informa Jerusalém Post
O primeiro-ministro de Israel, Biniamin Netanyahu, está inclinado a entregar prisioneiros palestinos em troca do soldado Guilad Shalit. A informação é do canal de TV israelense Channel 1 e consta no site do Jerusalém Post.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Ministro da educação de Israel pede que grupo feminista não seja chamado para debate sobre direitos civis
O grupo feminista israelense Profile Chadash (Perfil Novo, em hebraico) condenou as instruções que o ministro da educação de Israel, Gideon Saar, passou aos colégios do país pedindo que não convidem integrantes do movimento para participarem das discussões promovidas pela Associação dos Direitos Civis de Israel (ACRI, sigla em inglês).
O grupo afirmou que a orientação dada pelo ministro reflete a posição que o governo atual possui em relação aos direitos civis e a liberdade de expressão. “A atitude do ministro [de pedir que integrantes do movimento Profile Chadash sejam excluídos dos debates promovidos pela ACRI] foi tomada junto com a decisão de enviar militares às escolas para aumentar o entusiasmo das crianças pelo combate”, afirma a carta enviada pelo movimento ao ministro e publicada no site eletronicintifada.net.
O Profile Chadash é um grupo de cunho feminista israelense que luta contra a militarização da sociedade israelense. Segundo eles o estado de guerra em que vive Israel é mantido pelos políticos e não por forças externas. Entre as ações defendidas pelo grupo está o incentivo a deserção da Tsava (exército israelense). Em setembro de 2008 a procuradoria geral de Israel iniciou uma investigação criminal sobre o grupo.
Para mais informações sobre o grupo, clique aqui.
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NOTA: Peço desculpas pelo enorme hiato entre este post e o anterior. Devido a assuntos particulares não pude me dedicar ao blog. Espero resolver as questões e voltar a publicar com mais frequencia.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
14 anos sem Itzhak Rabin

O Conflito no Oriente presta sua homenagem a este grande líder, que esteve tão perto, em parceria com outros líderes regionais, de pacificar a região.
Para mais informações sobre Rabin, clique aqui. A página está em inglês.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Veteranos das guerras do Iraque e Afeganistão pela Al-Qaeda estão se infiltrando em Gaza
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Colono judeu admite assassinatos e atentados a bomba
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Diretor do Paz Agora é barrado no Knesset por causa de um vídeo estilo Borat
Notícia do jornal israelense Haaretz
O Knesset – parlamento de Israel – decidiu barrar a entrada do diretor do movimento Paz Agora, Yariv Oppenheimer, depois que alguns ativistas do grupo tentaram realizar entrevistas com parlamentares, de partidos de direita, ao estilo do filme “Borat”.
Borat é um personagem criado pelo comediante inglês Sacha Baron Cohen. Trata-se de um repórter do Cazaquistão que, com atitudes “ingênuas” (em muitos casos, preconceituosas), consegue arrancar de seus entrevistados declarações polêmicas.
No domingo, três integrantes do Paz Agora, que se passavam por alunos, foram presos quando pediam para entrevistar o parlamentar direitista Michael Bem-Ari. Eles foram soltos logo em seguida, mas foram indiciados por “tentativa de enganar um parlamentar”.
O Paz Agora condenou a atitude do Knesset e promete entrar na Justiça a fim de reverter a decisão.
domingo, 18 de outubro de 2009
Ensino do Holocausto em Gaza
A agência da ONU para refugiados palestinos (Unrwa) incluirá o Holocausto no currículo de direitos humanos das escolas do Ensino Médio de Gaza. A notícia é do site Jweekly.com.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Mia Farrow em Gaza
Mia Farrow, 64 anos, é embaixadora da Unicef há muitos anos e já esteve em missões no Sudão e no Chade.
Ela possui um blog onde registra suas impressões das viagens, além de opinar sobre a política externa americana. O site também arquiva fotos e documentos. Clique aqui para acessá-lo. Ele está em inglês.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Grupo israelense lança propaganda em favor da paz
Este vídeo foi produzido pela organização Mifkad Haleomi – em tradução livre, reunião nacional, em hebraico. Ele mostra um soldado de Israel e um jovem palestino. Em principio parece que haverá um confronto. No entanto acontece o contrário.
- Dois Estados para dois povos: a Palestina será o Estado dos Palestinos, enquanto Israel é o Estado do povo judeu;
- As fronteiras de ambos os Estados serão baseadas naquelas de 1967, assim como propõem a iniciativa de paz organizada pelos países árabes. Cisjordânia e Faixa de Gaza serão interligadas através de rodovias. Nenhum colono israelense ficará no Estado palestino;
- Jerusalém será a capital de ambos Estados. A liberdade de culto e pleno acesso aos lugares sagrados será garantida. Os bairros árabes estarão sob soberania palestina, enquanto os judaicos estarão sob influencia israelense. Nenhum dos Estados exercerá a soberania nos lugares santos. Os mulçumanos cuidarão da Mesquita de Al-Aqsa, assim como os outros locais sagrados. Já os judeus cuidarão do Muro das Lamentações e dos outros locais sagrados. Os cristãos serão responsáveis por cuidarem de seus locais sagrados. Não poderá haver nenhuma escavação arqueológica sem o consentimento de todas as partes;
- Direito de retorno: reconhecendo o sofrimento dos refugiados palestinos, Israel, Palestina e a comunidade internacional criarão um fundo para indenizar os refugiados. Palestinos não terão direito de retornar para Israel, apenas à Palestina. Judeus só poderão retornar para Israel. A comunidade internacional ajudará os refugiados que desejarem permanecer nos países em que estão, ou as pessoas que desejam imigrar para outro local;
- Desmilitarização: o Estado palestino será desmilitarizado. A comunidade internacional será responsável pela sua segurança;
- Fim do conflito: a aplicação destes princípios implicará no fim das lutas e das reivindicações.
Mas, apesar destes detalhes, trata-se de uma iniciativa e ela deve ser valorizada. É necessário colocar um fim neste conflito. Todos sabem o que precisa ser feito. Está na hora de sair do marasmo e começar a agir, assim como fez o Mifkad Haleomi.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
“O Hamas deseja se abrir para o mundo”, afrima Khaled Meshaal
Em entrevista a Ken Livingston, político britânico do Partido Trabalhista e antigo prefeito de Londres, para a revista britânica New Statesman, o líder exilado do Hamas, Kahled Meshaal, fala sobre as posições do Hamas em relação à causa palestina, os EUA, a União Européia, religião, o bloqueio à Gaza, os judeus e o futuro.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Propaganda do Paz Agora evoca parlamentares do Avodá a pedirem perdão
Na véspera de Yom Kipur, feriado que celebra o dia do perdão judaico, o movimento pacifista Paz Agora publicou uma propaganda em jornais israelenses pedindo que os ministros do Avodá peçam perdão pelos seguintes atos:
- Por serem parte de um governo que atrasa o processo de paz;
- Pela construção de centenas de casas nos assentamentos;
- Por boicotarem o plano de paz de Obama;
- Por serem aliados à Biniamin Netanyahu [primeiro-ministro de Israel], Avigdor Liberman [chanceler de Israel] e Moshe Ya’alon [vice primeiro-ministro e Ministro de Assuntos Estratégicos].
domingo, 27 de setembro de 2009
A intransigência de Pinhas Wallerstein, figura da colonização na Cisjordânia
Interessante matéria publicada pelo jornal francês Le Monde. Trata-se de um perfil de um dos líderes do movimento dos colonos israelenses, Pinhas Wallerstein. A reportagem mostra algumas das teorias de Wallerstein.
Ele ficou conhecido do público israelense e mundial em 2005, durante a retirada dos assentados israelenses de Gaza. À época ele instigou os colonos à desobediência civil. Ele explicou a ação dizendo que “não se trata de um incitamento à rebelião”, mas sim como uma expressão da resistência não violenta do movimento.
Você pode acessar a matéria clicando aqui. Ela está em português.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Sindicatos britânicos aprovam boicote a produtos dos assentamentos israelenses
Durante o Congresso Anual da TUC (Trade Union Congress), realizado em Liverpool, no dia 17 de setembro, os sindicatos britânicos aprovaram uma moção que propõe um boicote aos produtos confeccionados pelos assentamentos judaicos da Cisjordânia.
- condenação da agressão militar e do bloqueio econômico feito à Gaza por Israel;
- fim da venda de armas para Israel, cujo montante chegou à 18,8 milhões de libras - em 2008;
- estabelecer um acordo, com os outros países da União Européia, para barrar a importação de bens produzidos por assentamentos ilegais; e
- apoiar movimentos que suspende o acordo comercial entre U.E. e Israel, que oferece condições especiais ao comércio com Israel.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Shaná Tová

segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Hamas enfrenta resistência de novos grupos extremistas em Gaza
O artigo Hamas and its Discontents, escrito por Barak Mendelsohn, professor assistente de Ciência Política da Haverford College, publicado no site Foregin Affairs, trata da perda de legitimidade do Hamas em Gaza e como este se utiliza da violência para impor ordem na região e se manter no poder.
Mendelsohn explica que, a partir do momento em que o Hamas optou pela via política ele começou a se distanciar da retórica religiosa extremista que pregava. Outros grupos islâmicos começaram a se distanciar do Hamas quando este afirmou que não implementaria a Sharia (código de leis islâmicas que determina a vida dos mulçumanos de acordo com os princípios do Alcorão).
A partir disso, novos grupos extremistas islâmicos começaram a desafiar a autoridade do Hamas. No dia 14 de agosto, Abdel-Latif Moussa, líder do grupo islâmico Jund Ansar Allá, ligado à Al-Queda, declarou Gaza um emirado islâmico. As forças do Hamas entraram em confronto com o grupo, a fim de restaurar sua autoridade. O resultado do confronto foi a morte de 26 pessoas, incluindo Moussa.
Para acessar o texto, clique aqui.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Rawabi: a primeira cidade planejada da Palestina
O investidor palestino Bashar Masri, com apoio da Autoridade Nacional Palestina e investidores do Qatar, planeja construir há 9 km de Ramallah, Cisjordânia, uma cidade cosmopolita e moderna, batizada de Rawabi.
Rawabi, que será a primeira cidade palestina planejada, quer atrair os “yuppies palestinos”: jovens, educados com valores ocidentais e que possuem rendimentos médios para alto. Pretende-se investir por volta de U$ 800 milhões para construir seis mil “unidades domiciliares”, ou seja, casas e apartamentos. Espera-se que 40 mil pessoas vivam em Rawabi e que sejam criadas cinco mil vagas de emprego permanentes.

Segundo o jornalista Ari Shavet, do jornal israelense Haaretz, este projeto só foi possível de ser arquitetado seriamente graças a três fatores: as políticas do primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, na Cisjordânia, que colocaram ordem na “anarquia” que até então reinava; a retirada de 25 checkpoints – barreiras militares que cortam as estradas dos territórios ocupados e impedem a livre circulação dos palestinos – ajudando o desenvolvimento econômico e a mudança de comportamento dos palestinos, que se cansaram dos confrontos e que buscam viverem suas vidas normalmente.
Além da possibilidade de planejar Rawabi, estes movimentos foram muito benéficos às outras cidades da Cisjordânia. Jenin e Belém começaram a receber mais turistas. Em Ramallah foram abertos 12 novos restaurantes. A vida noturna da cidade voltou a ser efervescente, com comércio e casas noturnas funcionando normalmente.
Para mais informações sobre Rawabi, clique aqui.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Israelenses dificultam entrada de palestinos detentores de passaporte americano
Gustavo Chacra, correspondente internacional do Estado de S. Paulo, mantém um blog chamado Diário do Oriente Médio. Lá ele publica textos próprios comentando acontecimentos da região, não só o conflito árabe-israelense.
No seu mais recente post ele comenta sobre a dificuldade enfrentada por palestinos que possuem passaporte americano para entrarem em Israel. Isto gerou um protesto formal por parte do Departamento de Estado americano contra esta ação da alfândega israelense.
O post é bem interessante e o blog é bastante rico.
Para acessar o blog e o post, clique aqui.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Exemplo de mobilização contra a ocupação
Desde 1991 as terras da vila vem sendo anexadas para a construção de novos assentamentos judaicos. Segundo o site “bilin-village.org” mais de 60% de suas terras foram confiscadas pelo governo, para expandir o assentamento Modiin Illit e para a passagem do Muro de Contenção israelense. Em setembro de 2007 a Suprema Corte de Israel decidiu em favor dos moradores de Bilin, alegando que o Muro era prejudicial aos moradores e que este deveria ter seu traçado refeito. No entanto isso nunca aconteceu.
Enquanto isso, os moradores do vilarejo, com apoio de organizações israelense e internacional continuam protestando, toda sexta-feira em frente ao Muro, para que a resolução do Tribunal seja cumprida. As manifestações são normalmente de cunho pacífico.
Esta tática adotada pelos moradores de Bilin vem chamando a atenção de militantes pró-direitos humanos como Nelson Mandela e Desmond Tutu, além de outras personalidades políticas, como o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso.
No dia 30 saiu uma matéria na parte internacional do portal UOL sobre o tema. Escrita por Ethan Bronner, jornalista do The New York Times. A reportagem descreve como são os protestos e a reação do exército de Israel. O repórter também conversou com moradores da vila e pessoas que os apóiam.
Para ler a matéria na íntegra, clique aqui. A reportagem está em português.